Como Hornet e Grindr estão ajudando a proteger gays da perseguição no Egito

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Enquanto cidadãos vem sendo presos pelas autoridades do Egito, seja por ser LGBT ou simplesmente simpatizante, aplicativos de encontro gay como Grindr e Hornet têm feito o que podem pra ajudar a manter a segurança de seus usuários no país.

Mês passado, um grupo de homens que ostentava uma bandeira do Orgulho LGBT no show da banda Mashrou’ Leila em um festival de rock, foi preso. Até agora, mais de 70 pessoas já foram detidas pela polícia e tiveram sentenças de prisão que variam de seis meses a seis anos. Em alguns casos, as vítimas chegaram a ser submetidas a “exame da região anal” pela polícia, que queria determinar se a pessoa tinha relações sexuais pelo ânus com regularidade ou não.

Embora homossexualidade não seja ilegal no Egito, homens gays tem sido, mais do que nunca, alvo de perseguição no país. Além disso, autoridades tem feito vista grossa para agressões e ataques homofóbicos, além de afirmar que é um dever do poder público enfrentar o que chamam de “propagação da homossexualidade”.

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Por meio de tecnologia de geolocalização, aplicativos como Grindr e Hornet tem enviado avisos de segurança e dicas aos seus usuários que estão em áreas de maior risco afim de protegê-los dessas autoridades.

“Isso ajudará nossos usuários a se prevenirem. Sabemos que a polícia está sob presão para prender pessoas LGBT.”, disse Jack Harrison-Quintana, um diretor do Grindr.

As dicas que o Grindr está emitindo incluem permitir que pessoas próximas saibam onde você está indo antes de conhecer alguém, verificando se você tem amigos comuns com o outro usuário e tentando se encontrar em um espaço virtual para que você tenha certeza de que está falando com outro LGBT e não um oficial secreto.

O Hornet também emitiu avisos de segurança aos usuários da região e espera que sua mensagem não “crie medo” entre a comunidade LGBT + no Egito: “Uma porcentagem significativa de homens gays no Oriente Médio encontram-se online como uma maneira mais segura de se conectar”, disse Sean Howell, presidente da Hornet, à Fundação Thomson Reuters.

O Egito é considerado um dos piores lugares do mundo para ser homossexual. Uma pesquisa recente revelou que 95% dos egípcios não pensam que as pessoas LGBT + devem ser aceitas pela sociedade.

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