Eleições 2018: Saiba quem são os pré-candidatos LGBT

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A Aliança Nacional LGBTI+ e o Grupo Dignidade fizeram um mapeamento dos pré-candidatos LGBT e aliados que tem a intenção de conquistar uma das vagas do legislativo, estadual ou federal, nas eleições deste ano.

Atualmente dos 513 deputados federais, apenas um é assumidamente homossexual. A baixa representatividade é sentida quando pautas como a criminalização da homofobia são discutidas e no atropelo que as demandas da comunidade LGBT sofrem na Câmara dos Deputados pelas fortes bancadas conservadoras e religiosas. Até sexta-feira passada, o levantamento apontava 93 nomes, divididos entre gays, mulheres e homens trans, lésbicas, bissexuais masculinos e femininos, travestis e outros (entre esses, os aliados – que podem não ser homossexuais mas são considerados defensores da causa).

Como se identificaram os pré-candidatos na pesquisa:
– 43 (46,2%) gay
– 15 (16,1%) mulher trans
– 12 (12,9%) lésbica
– 8 (8,6%) bissexual masculino
– 4 (4,3%) travesti
– 3 (3,2%) bissexual feminina
– 1 (1,1%) homem trans
– 7 (7,5%) outro/a

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Como se define a tendência política:
– Extrema esquerda – 3 (3,6%)
– Esquerda – 56 (67,5%)
– Centro-Esquerda – 14 (16,9%)
– Centro – 7 (8,4%)
– Centro-Direita – 1 (1,2%)
– Direita – 2 (2,4%)

Sendo que 69,9% faz parte de alguma organização LGBTI. Para conhecer a lista completa com os nomes dos pré-candidatos clique aqui.

O partido com mais pré-candidatos com essas características é o PSOL (19), seguido pelo PCdoB (14) e o PT (11). Legendas consideradas de direita, como o PSD, PTC e PTB também têm representantes. A divisão por região mostra que o Sudeste concentra quase metade desses nomes (40). A região com menos representantes é a Norte, com apenas 3.

Toni Reis, presidente da Aliança, em entrevista para o jornal Estado de São Paulo (Estadão), afirma que o levantamento visa criar uma rede de trocas de ideias e propostas para eventuais mandatos, bem como ajudar na divulgação das próprias campanhas. “Nossa esperança é aumentar a bancada na Câmara em pelo menos 100%”, afirma. “Parece muito, mas na verdade hoje só temos um deputado assumidamente gay, o Jean Wyllys (PSOL-RJ). Então, aumentar a bancada em 100% é sonhar com pelo menos dois eleitos.” Apenas os partidos Rede e  PSB têm transexuais em suas executivas, embora boa parte das siglas tenha setores dedicados ao tema em suas estruturas internas.

Uma vitória do movimento LGBT  para essas eleições foi no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou que candidatos trans sejam registrados na cota dos partidos pelo gênero com o qual se identificam. Tathiane Araújo é a primeira mulher trans a fazer parte do comando do PSB e disse ao jornal Estadão que pretende trabalhar o tema da criminalização da homofobia como prioridade no Congresso: “A lei que criminaliza o racismo, por exemplo, é um instrumento para se fazer justiça ao discriminado. O homofóbico, por sua vez, não é tratado com a seriedade que merece”.

 


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