Mulher, negro ou LGBT: Brasil é o país que mais mata minorias, revela estudo

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O Brasil atualmente lidera um ranking mundial do que não teria nada pra se orgulhar. Negros, mulheres, LGBTs, membros de grupos de defesa da terra ou policiais: houve mais crimes e assassinatos registrados no Brasil contra todos os perfis citados em 2017, do que em qualquer outro lugar do Planeta. Ao menos este é o resultado de um estudo da Anistia Internacional que divulgou seu último relatório quarta-feira passada.

“Infelizmente o Brasil é o país do mundo onde ocorre o maior número de assassinatos destes grupos. Isso deixa evidente o quanto o Estado tem falhado na preservação da vida, na forma com que as forças de segurança atuam e na responsabilização pelas vidas perdidas ao longo de anos”, afirmou Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, em comunicado.

O maior país da América do Sul também é o país com maior número de assassinatos de defensores de direitos. A maioria ainda é morta atualmente por defesa de recursos naturais e conflitos por terra. Isso mesmo: conflito por terra em um dos maiores países em área territorial do mundo.

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Uma das razões apontadas, segundo Jurema Weneck, é a política de segurança pública pouco eficiente ainda focada na guerra generalizada contra drogas e também a militarização.

E mesmo com dados alarmantes, infelizmente pouco parece estar sendo feito para mudar esta realidade. Pelo contrário. O estudo indicou que o aprofundamento da crise política no último ano no país, favoreceu para que fossem colocadas na pauta do Congresso projetos que atentam contra direitos humanos, como redução da maioridade penal, revogação do Estatuto do Desarmamento, restrição do direito de manifestação pacífica e proibição total do aborto sem excessões.

“O Brasil é o país do mundo onde ocorre o maior número de assassinatos de todos os grupos minoritários. Isso prova o quanto o Estado tem falhado na preservação da vida, na forma com que as forças de segurança atuam e na responsabilização pelas vidas perdidas ao longo de anos”, concluiu Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional, em comunicado.


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