Pessoas trans nascem assim, conclui estudo da USP

0
166

Em um novo estudo científico publicado pela Scientific Reports, pesquisadores da Universidade de São Paulo, comprovaram a ideia já defendida por maioria das pessoas trans, de que a transexualidade é uma característica que nasce com o indivíduo.

A comprovação se deu ao comparar o cérebro de adultos transgêneros e cisgêneros e descobrir diferenças determinantes entre eles. Cisgênero é o oposto de transgênero, ou seja, maioria da sociedade, pessoas em que o gênero corresponde ao sexo biológico (menino = pênis, menina = vagina).

(continua abaixo)

(continua abaixo)

Vídeo novo:




(continua abaixo)

Vídeo novo:





Veja também:


Segundo o estudo, o volume da ínsula – uma região do cérebro – é diferente entre pessoas trans e cis. A ínsula é uma área cerebral conhecida por ser o manancial das nossas emoções e da empatia, responsável por fatores como auto-imagem e auto-reconhecimento.

Giancarlo Spizzirri, um dos autores do estudo publicado pelo Scientific Reports, disse que o resultado mostra que pessoas trans já são assim desde o útero: “Descobrimos que pessoas trans têm características no cérebro que as aproximam do gênero com o qual se identificam e seus cérebros tem particularidades. Isso sugere que tudo comece a ocorrer desde a gestação.”

A coordenadora do Programa de Pesquisa em Sexualidade da Universidade de São Paulo, Carmita Abdo, enfatizou que o estudo mostra que ser trans não é um produto da sociedade ou algo que se decida ou possa ser influenciável: “Ser trans não é um comportamento desenvolvido.Observamos especificidades nos cérebros destes indivíduos. É uma descoberta importante pra se colocar mais luz à questão da identidade de gênero, colocando fim a ideia de ‘ideologia’ de gênero’.

Já o pesquisador Geraldo Bussato, que dirige o Laboratório de Neuroimagem Psiquiátrica do hospital da Universidade, lembrou que é realmente muito relevante uma detecção de diferença na ínsula: “Pessoas trans costumam ter muitos problemas relacionados à percepção do próprio corpo porque não se identificam com o sexo atribuído ao nascimento. Como se não bastasse, ainda sofrem discriminação e perseguição.”


Veja também:

Comentários: